Mais uma vez a falta do amor próprio (3)



Atendi um rapaz, cujo tema da regressão também foi sobre sua falta de amor próprio.


O ano era de 1860, na Escócia, e ele era um homem que se via limitado pelos outros, sua família, desejando expandir seu mundo, mas nunca saindo do lugar, ao mesmo tempo que se sentia inseguro de se lançar no desconhecido. Ele ficava olhando a família, mas de longe, como se fosse prisioneiro daquela situação. Seu mundo era restrito e ele desejava mais, porém naquela vida ele não fez o que realmente quis, nunca viu uma oportunidade para isso.


Sua vida muito isolada naquela encarnação, com pouco contato com outras pessoas, pois poucas pessoas habitavam aqueles campos e assim ele se sentia restringido no decorrer de sua vida.


No hoje, seus sentimentos eram similares sobre relacionamentos, como se para estar num relacionamento fosse necessário se anular, tendo que deixar completamente de dar seu tempo e dedicação para seus interesses pessoais, para se doar totalmente para os outros, como se uma coisa excluísse a outra, como se sua liberdade pessoal fosse confrontar sempre com estar num relacionamento.


Ao ressignificarmos a encarnação trouxemos para aquela personalidade possibilidades de viajar pelo mundo, de encontrar o que gostava de fazer, sem excluir sua família, mas sim trazendo-a junto, para que ele não mais se sentisse dividido entre o que ele queria fazer e as pessoas que amava.


E então seu mundo se expandiu na vida passada. Ele se estabeleceu numa borbulhante cidade bem no meio de uma rota de comércio, encontrando as mais variadas pessoas, conhecendo muito mais sobre o mundo, e o mais importante tendo tudo que amava a seu lado - sua nova profissão, seus familiares, novos amigos e muito mais novidades na sua vida.


Ao final, a personalidade se sentia livre, por ter as oportunidades e a força de modificar sua realidade, podendo ter tudo que desejasse, não precisando sacrificar uma parte importante de sua vida para ter outra coisa importante.


E essa sensação, esse sentimento que foi internalizado na vida presente dele, levando ao inconsciente a mensagem de que se amar não significa ter que escolher um ou outro, se amar é também se lançar para ter uma vida plena, em todo seu potencial.


E você? Sente que lhe falta amor próprio? Marque uma sessão, investigue, conhece-te a ti mesmo e vá além das limitações do inconsciente.